Porque o que as outras pessoas pensam tem tanto valor pra gente?
É comum pedirmos a opinião de algum amigo ou conhecido em determinados momentos de nossas vidas. Estes momentos podem dizer respeito desde a compra de um par de tênis de cor extravagante até conselhos sobre tomadas de decisão de caráter profissional. Todavia o que guarda relação em comum com nossa postura ao agirmos desta forma é o fato de não estarmos seguros em relação a nós mesmos, ou seja, quem sabe que quer de fato um par de tênis de cor vermelha realmente comprará tal produto da mesma forma como se compraria qualquer outra coisa. Aquele que é maduro o suficiente para tomar decisões de caráter profissional, ditas como arriscadas, o faz, pois conhece e pode assumir tais riscos.
A partir de então, temos o ser tomador de decisões como o possuidor da dúvida em si, e não o objeto sobre o qual ele se debruça e pensa a respeito. Isso quer dizer que as situações em si não comportam dúvidas, mas sim o sujeito que irá tomar a decisão. Dessa forma, observar o objeto motivo da dúvida poderá até parecer útil em um primeiro momento, mas logo se demonstrará infrutífera tal empreitada. E é o que mais acontece ao recorrermos a terceiros lhes expondo todas as dúvidas causadoras de nossa angustia, pois eles poderão observar apenas o objeto, jamais a nós mesmos. Isso se deve ao fato de que essa leitura detalhada acerca do ser é possível apenas pelo próprio ser. Apenas o sujeito poderá se conhecer de forma tão íntima ao ponto de encontrar a luz que lhe guiará para fora da escuridão.
O conhecimento de si mesmo aparece como pressuposto da autoconfiança, e, é por isso, que antes de buscarmos fora de nós às respostas para nossas indagações é que devemos olhar para dentro de nós mesmos em busca de uma luz.
Mas e quando já estamos tão acostumados a agir conforme as expectativas dos outros? Quando já temos por hábito pautar nossas decisões de acordo com os limites esperados pelos outros, o que pode ser feito? O que podemos fazer para nos libertar?
Encontrar nossa própria identidade nesse momento é essencial, ou seja, saber de fato quem realmente somos. E isso se dá por trabalho árduo e demorado onde deveremos estudar a nós mesmos não apenas de forma solitária, mas inclusive em relação aos outros.
Autor : Lúcio Flávio

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