quarta-feira, 21 de março de 2012

Conhecimento pelo prazer...


Não é que o educador tem o ônus de ensinar e o aluno o de estudar. O educador ensina por prazer e o aluno estuda pelo mesmo motivo. Aquele que se sente incumbido pode rever seu destino. Infelizmente alguns educadores se sentem obrigados a obrigar o aluno estudar. Ora cada um preocupa com seus prazeres e no final dá tudo certo, se não se tem prazer em estudar o mérito é a reprovação, por outro lado, se não se tem prazer em ensinar o mérito é obrigar que se estude por meio de diversos tipos de pressão. Por fim, vamos esquecer esse assunto e refletir no que disse o mineiro Rubem Alves:

"O aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento fez o seu trabalho".

"A religião é o ópio do povo"








Não queria emitir opiniões religiosas, haja vista que, cada um tem a liberdade de escolher em que acreditar. Contudo, depois de vários escândalos, tal desejo se manifesta impossível. A crença deve no mínimo ser benigna, tanto em relação ao que crê quanto ao próximo. Da “não-crença” exige-se a mesma benignidade. 

Porém o que temos visto é contrário. Ora se um ser que se diz adotar certa crença em determinada divindade, deveria ao máximo transparecer comportamentos compatíveis com tal fé.  O divino é aquilo belo aos olhos. Não se tacha de divino algo imoral. Mas o que vemos é o antagônico. Seres que se dizem iluminados, possessos, cheios, de “Deus” fazerem justamente, aquilo que nem mesmo aqueles que adotam uma não-crença fazem.  Tantas pessoas que seguem ensinamentos “desses”, adotando radical pré-conceito contra aqueles que não adotam nenhuma crença. 

Por outro lado, não ter crença em alguma divindade, não quer dizer necessariamente, ser uma pessoa imoral. Ao contrário, existem tantos não-crentes que fazem o bem, não porque alguma Divindade assim ensinou, mas pelo sentimento de humanidade. Será que estes pré-conceituosos um dia enxergaram que para fazer o bem, dispensável é ser humano, não ter uma crença em si. Por fim, fica a deixa, respectivamente, por Friedrich Nietzsche e Albert Einstein:

 “... Consideremos quão ingênuo é dizer: “o homem deveria ser de tal ou de tal modo!”A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma — e um miserável serviçal de um moralista comenta: “Não! O homem deveria ser diferente.” Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: “ecce homo!”[eis o homem].

"Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível".

quinta-feira, 15 de março de 2012

Será o motivo do furto por Hermes dos gados de Apolo ?

     Certa vez comecei a pensar sobre como a beleza e inteligência poderia ser tão rara e ainda ser como a água e o óleo.

      Percebi que, para não ir contra meus princípios céticos deveria continuar acreditando na desirmanação entre Apolo e Hermes. 

      A beleza sempre está ligado ao mistério, ao desconhecido.É como dizia nosso velho Shakespeare "Ó beleza! Onde está tua verdade?"

     De outro lado,a inteligência sob o ponto de vista evolucionista sempre foi dispensável nas mulheres, o que poderia se imaginar que a inteligência faz delas artificiais. Porém, atualmente, as prioridades transmutaram. Contudo por questões céticas, ainda continuo adepto de Verríssimo:



 "Escrevi uma vez que era um cético que só acreditava no que pudesse tocar: não acreditava na Luiza Brunet, por exemplo. Cruzei com a Luiza Brunet num dos camarotes deste carnaval. Ela me cobrou a frase, e disse que eu podia tocá-la para me convencer da sua existência. Toquei-a. Não me convenci. Não pode existir mulher tão bonita e tão simpática ao mesmo tempo. Vou precisar de mais provas."