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terça-feira, 24 de maio de 2011

Nem sempre...




Saudade nem sempre é boa....
Superar nem sempre ajuda....
Vencer nem sempre é importante...
Esquecer nem sempre resolve...
Suportar nem sempre enaltece...
A realidade nem sempre é a verdade!

Nem sempre o que parece bom é o que trás benefício

Nem sempre as melhores estradas nos leva aos lugares mais lindos
Quando não se pode ir, ou vir, ficar ou fugir
Quando não se pode indagar, nem omitir

Parece que o fim nunca alcançará
O sonho, nunca realizará
O futuro nunca chegará
O presente se torna atemporal e imóvel

A existência se esvanece, sem tomar conhecimento 

Nem sempre é possível dizer o que vai acontecer
Nem sempre é visível para onde seguir
Nem sempre é fácil saber, o que se deve viver!


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Beijos







Quarta-feira, meio de semana, todos empilhados de afazeres e Dia do Beijo. Dizia Machado de Assis que a melhor definição do amor não vale um beijo. Concordo, há coisas que não devem ser definidas, faladas, e inclusive o beijo. Há coisas que quanto mais se sabe e experimenta menos se tem valor, o que não é o caso do beijo. Ao contrário quanto mais se fala, mais se tem vontade. Dizem que quem fala demais nada faz, pode até ser, mas geralmente a boca fala do que o coração está cheio, dizia a Bíblia. Está em Cântico versículo Dois: ”Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho”. 

Existem tantas informações sobre beijo, a reação bioquímica do beijo no corpo, o beijo dos signos, técnicas de como beijar bem,  que deixa o beijo mecânico, sem sal, sem “sentimentos”.  Nada como um beijo espontâneo, sem pedir, adivinhado, permitido pelos olhos.  Esse  balança o corpo todo, nos tira do mundo, despeja adrenalina para nunca termos que pular de pára-quedas.  




As crianças que são mestras em beijar as coisas. Colocam tudo na boca. Conhecem o mundo através da boca.Nascemos com a necessidade de beijar.  Beijar é conhecer o outro pela boca. Quando alguém aborda outrem numa festa, com vontade de beijar diz: posso te conhecer, só não diz que é com a boca. 

Tem uma música do Chico Buarque chamada Cotidiano, cantada também por Seu Jorge e Arnaldo Antunes, que fala sobre beijos, a alternância entre o cotidiano e os beijos, de hortelã, café. Dá a entender que os beijos fazem parte do cotidiano, mas não. É a única coisa de diferente no cotidiano.


Faça do seu cotidiano diferente, beije, faça alguém especial....