quarta-feira, 13 de abril de 2011

Beijos







Quarta-feira, meio de semana, todos empilhados de afazeres e Dia do Beijo. Dizia Machado de Assis que a melhor definição do amor não vale um beijo. Concordo, há coisas que não devem ser definidas, faladas, e inclusive o beijo. Há coisas que quanto mais se sabe e experimenta menos se tem valor, o que não é o caso do beijo. Ao contrário quanto mais se fala, mais se tem vontade. Dizem que quem fala demais nada faz, pode até ser, mas geralmente a boca fala do que o coração está cheio, dizia a Bíblia. Está em Cântico versículo Dois: ”Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho”. 

Existem tantas informações sobre beijo, a reação bioquímica do beijo no corpo, o beijo dos signos, técnicas de como beijar bem,  que deixa o beijo mecânico, sem sal, sem “sentimentos”.  Nada como um beijo espontâneo, sem pedir, adivinhado, permitido pelos olhos.  Esse  balança o corpo todo, nos tira do mundo, despeja adrenalina para nunca termos que pular de pára-quedas.  




As crianças que são mestras em beijar as coisas. Colocam tudo na boca. Conhecem o mundo através da boca.Nascemos com a necessidade de beijar.  Beijar é conhecer o outro pela boca. Quando alguém aborda outrem numa festa, com vontade de beijar diz: posso te conhecer, só não diz que é com a boca. 

Tem uma música do Chico Buarque chamada Cotidiano, cantada também por Seu Jorge e Arnaldo Antunes, que fala sobre beijos, a alternância entre o cotidiano e os beijos, de hortelã, café. Dá a entender que os beijos fazem parte do cotidiano, mas não. É a única coisa de diferente no cotidiano.


Faça do seu cotidiano diferente, beije, faça alguém especial....

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