Fazer o que se acredita.
Basta fazer,
é como sorrir ou chorar,
ajoelhar-se ou manter-se de pé,
é o que for mais fácil para o coração.
E o mais fácil para o coração não suporta aperto,
não traz consigo nó na garganta,
nem pede aprovação.
Aliás,
é o que liberta,
e a liberdade é a verdade,
e a verdade é o que você nasceu para ser.
Não a verdade do mundo,
ou a verdade dos outros,
nem tão pouco a verdade escrita nas estrelas,
mas a sua verdade.
E a sua verdade,
essa que você traz dentro de sí
e que não tem coragem de mostrar à ninguém,
essa verdade precisa de cuidados.
Cuidados especiais
porque ela vai amadurecer.
Pois não basta plantar a semente,
cuidar da árvore
e no final não comer do fruto.
Porque a verdade para ser verdade
tem de ser vista,
apontada,
tem de ser plantada e cuidada
para então servir de alimento,
ser digerida.
Pois só assim
você se transformará na semente daquilo que acredita.
Lúcio Flávio Fonseca
06/04/2012.
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