Não queria emitir opiniões religiosas, haja vista que, cada um tem a liberdade de escolher em que acreditar. Contudo, depois de vários escândalos, tal desejo se manifesta impossível. A crença deve no mínimo ser benigna, tanto em relação ao que crê quanto ao próximo. Da “não-crença” exige-se a mesma benignidade.
Porém o que temos visto é contrário. Ora se um ser que se diz adotar certa crença em determinada divindade, deveria ao máximo transparecer comportamentos compatíveis com tal fé. O divino é aquilo belo aos olhos. Não se tacha de divino algo imoral. Mas o que vemos é o antagônico. Seres que se dizem iluminados, possessos, cheios, de “Deus” fazerem justamente, aquilo que nem mesmo aqueles que adotam uma não-crença fazem. Tantas pessoas que seguem ensinamentos “desses”, adotando radical pré-conceito contra aqueles que não adotam nenhuma crença.
Por outro lado, não ter crença em alguma divindade, não quer dizer necessariamente, ser uma pessoa imoral. Ao contrário, existem tantos não-crentes que fazem o bem, não porque alguma Divindade assim ensinou, mas pelo sentimento de humanidade. Será que estes pré-conceituosos um dia enxergaram que para fazer o bem, dispensável é ser humano, não ter uma crença em si. Por fim, fica a deixa, respectivamente, por Friedrich Nietzsche e Albert Einstein:
“... Consideremos quão ingênuo é dizer: “o homem deveria ser de tal ou de tal modo!”A realidade nos mostra uma encantadora riqueza de tipos, uma abundante profusão de jogos e mudanças de forma — e um miserável serviçal de um moralista comenta: “Não! O homem deveria ser diferente.” Esse beato pedante até sabe como o homem deveria ser: ele pinta seu retrato na parede e diz: “ecce homo!”[eis o homem].
"Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível".

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