quarta-feira, 21 de julho de 2010

O que é o "eu" ?



Quem sou eu ?
O que seria esse eu ?
O eu não é uma unidade imutável, determinada, estritamente definida em suas fronteiras. O eu no cérebro é uma confusão entrelaçada de sensações, animosamente barganhadas com elementos exteriores ? Sensações estas que passaram sozinhas pelo mundo afora ?! Esse eu irremediável. Será a combinação destas sensações ? Uma verdade ou ilusão ? O eu é somente aquela sensação de segurança ao manter um supervisor no cérebro ?
Não existe um eu, ninguém foi ou já teve um eu ! Não existe uma força que mantenha a coesão interna de nosso ser ! Somos a mistura disso com aquilo, pura sincresia, ilusão...

Um cadáver não tem um eu, ninguém encontrou, e provavelmente nunca encontrará esse eu abstrato, esse conjunto complicado de mecanismo eletroquímico.

A neurociência está perto de descobrir o "eu", através de estudos com pessoas anormais, que infelizmente sofreram um tipo de disturbio. Os neurocientistas consideram que existem vários estados do "eu".A ausência de um desses estados é causada por um disturbio.

Portanto sou vários “eus”, quando sinto: que este corpo me pertence, que sei onde estou, que eu sou o ponto central do mundo que vivencio, que essas sensações são realmente minhas, que ações e atitudes são de minha responsabilidade, que me julgo, que penso em e que guardo para mim o que sou,e por fim a minha consciência.

Um comentário:

  1. EU é passageiro. Cada mudança, muda o EU. Isso é tão delicado e ao mesmo tempo brilhante!

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