quarta-feira, 14 de julho de 2010

ALMA



Não sei quem sou, nem se alma tenho .
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sinto crenças que não tenho.
Me sinto trair um caráter que talvez eu não tenha.
Me vejo múltiplo, e sinto-me um só
Sou quem sabe como o espelho que reflete o contrário e oposto do que se vê !!!
Razão nenhuma poderia satisfazer qualquer intenção sobre o conhecimento de quem
eu sou, pois a realidade é abstrata demais , e a forma absoluta da linguagem não pode sentir
nem definir –me sem correr o risco da metafísica.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim e ainda sim ser incompleto,
como se o meu ser participasse de um todo no cosmos e ainda o vazio do espaço
Posso ser eu sendo qualquer um,
Posso ser uma metáfora de mim
Quem sabe apenas fingir que sou eu
Em qualquer teoria faltaria elementos
Para saber ser ou não ser !

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